Riscos Naturais
Esta página apresenta projetos desenvolvidos para reforçar a resiliência urbana, mitigar danos e promover a adaptação a fenómenos naturais, garantindo a segurança da população e a sustentabilidade do território
Projeto LisbonSlides
Avaliação de patologias no edificado, taludes naturais e muros de contenção sitos em áreas de suscetibilidade à ocorrência de movimentos de massa em vertentes
O Projeto LisbonSlides tem como objetivo a caraterização das áreas suscetíveis à ocorrência de movimentos de massa em vertentes.
No âmbito desse Projeto foi contratada uma campanha de vistorias para avaliação do parque edificado, muros e taludes naturais sitos em áreas instáveis constantes do PDM de 2012, com o objetivo de promover uma avaliação das patologias compatíveis com problemas a nível estrutural.
A informação final permitirá a identificação de situações que carecem de intervenção e outras que carecerão de implementação de campanhas de monitorização. Ambas as situações consubstanciam zonas de priorização de intervenção, atendendo ao facto de que os movimentos de vertentes são também efeitos colaterais decorrentes da ação sísmica – Programa ReSist.
Este Projeto está ainda interligado com o Projeto GeoSIG, na medida em que a informação geotécnica é utilizada no modelo de base física que sustenta a cartografia de suscetibilidade a movimentos de massa em vertentes, e com o Projeto AGEO, atendendo a que através da plataforma AGEO se pretende que o cidadão, através de uma foto, monitorize a evolução de algumas situações, por exemplo muros em mau estado de conservação.
Projeto ModSub 3D
Modelo Tridimensional da Ocupação em Subsolo
O Projeto ModSub 3D tem como objetivo a representação tridimensional de todos os objetos que compõem o espaço urbano, em subsolo, tais como caves, túneis e elementos de fundação.
Esta caraterização permite a avaliação do impacto das estruturas enterradas no regime hidrogeológico local, mas também conhecer o tipo de elementos de fundação e cotas a que se encontram.
Figura 1 – Esquema das principais ocupações em subsolo, em meio urbano –
Estacionamento, Rede de Mobilidade, Sistema de Saneamento
(Fonte: BGS, 2016)
BGS (British Geological Survey) (2016). Future of Cities – Development Underground.13 pp.
- (Fonte: Avaliação da Sobrelevação de Maré – Relatório Técnico)
Sobrelevação de Maré
Aprofundamento do conhecimento relativo aos efeitos da sobrelevação da maré
No âmbito da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC) foi identificada a necessidade de aprofundamento do conhecimento relativo aos efeitos da sobrelevação da maré / stormsurge na zona ribeirinha da Cidade de Lisboa.
A configuração geomorfológica da cidade, caracterizada pela existência de uma extensa e estreita frente ribeirinha, conferem à cidade de Lisboa particular vulnerabilidade a estes fenómenos.
O estudo relativo à Avaliação da Sobrelevação da Maré foi desenvolvido em 2017, pelo Professor Carlos Antunes do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (IDL/FCUL).
Na figura abaixo podemos observar a carta do Índice de Vulnerabilidade Física do concelho de Lisboa para o cenário de 2100.
Nos Instrumentos de Gestão Territorial que abrangem área afetadas por este risco, passou a ser adotada, pelo município de Lisboa, a cota de soleira 3,8m de forma a minimizar o impacto no território da sobrelevação de maré.
(Fonte: Mapa da Perigosidade de Inundação por tsunami de origem sísmica na cidade de Lisboa – Relatório Técnico)
Tsunamis
A costa Portuguesa está sujeita a tsunamis de origem sísmica, como o que aconteceu aquando do sismo de 1 de novembro de 1755. Existem relatos históricos de outros eventos semelhantes em 1531 e em 1761.
No século XX a rede de marégrafos da costa portuguesa registou tsunamis na sequência dos sismos de novembro de 1941, de fevereiro de 1969 e de maio de 1975.
Vários estudos recentes verificam que a subida do Nível Médio do Mar (NMM), na costa portuguesa, é atualmente de cerca de 3mm/ano, o que torna pertinente a atualização dos estudos de caracterização e quantificação da exposição da cidade de Lisboa, em especial da sua frente ribeirinha, a inundações por tsunami, considerando cenários de subida do NMM.
Na sequência da revisão do PDM de Lisboa, foi solicitado ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em colaboração com o Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (IDL/FCUL) e o Instituto Superior Técnico (IST), a realização de cartas de inundação por tsunami.
Na figura a seguir apresenta-se a Carta de Inundação de Lisboa para o cenário de 2100, disponível no trabalho coordenado pela Prof. Maria Ana Batista e realizado em parceria com o IPMA, o IDL/FCUL e o IST.