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Paços do Concelho

Valências

Mobilidade reduzida
WC

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Santa Maria Maior

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Sobre o ponto de interesse

O edifício dos Paços do Concelho de Lisboa é um dos mais emblemáticos da cidade, representando o poder municipal e refletindo a identidade de Lisboa ao longo dos séculos.

Após o Terramoto de 1755, foi erguido no local um edifício pombalino, projetado por Eugénio dos Santos Carvalho, destruído por um incêndio em 1863.

A reconstrução iniciou-se em 1867, sob direção de Domingos Parente da Silva, e foi concluída no início do século XX por José Luís Monteiro, com contributos de engenheiros, escultores e pintores de renome.

Em 5 de Outubro de 1910, da varanda nobre, foi proclamada a República Portuguesa, tornando o edifício palco de um dos momentos mais marcantes da História nacional.

Um novo incêndio em 1996 danificou gravemente os pisos superiores, sendo posteriormente recuperado pelo arquiteto Silva Dias, respeitando o projeto original e integrando contributos contemporâneos.

Hoje, os Paços do Concelho são símbolo máximo do poder concelhio, conjugando património histórico e artístico com funções institucionais e de representação da cidade.


Arquitetura e Arte

De estilo neoclássico sóbrio e elegante, o edifício apresenta:

  • Frontão esculpido por Anatole Calmels (1880), com o brasão da cidade ladeado pelas figuras do Amor e da Liberdade, e alegorias à Ciência, Navegação, Indústria e Comércio.
  • Escadaria nobre em mármore, iluminada por cúpula de ferro e vidro, com pinturas de Pereira Cão e alegorias de Columbano Bordalo Pinheiro.
  • Riquíssima decoração interior, com contributos de artistas como Columbano, José Malhoa, José Rodrigues, Pereira Cão e Domingos Sequeira.

Valências e Espaços

Cada espaço dos Paços do Concelho tem um valor artístico, histórico e simbólico únicos

Salão Nobre

  • Grande pintura central de José Rodrigues: Exaltação de Lisboa.
  • Medalhões e alegorias de Malhoa, António Nunes Júnior e outros.
  • Fogões em mármore de Carrara (desenho de José Luís Monteiro).
  • Celebra a cultura, a política e a identidade lisboeta.

Sala de Sessões Públicas

  • Espaço das principais reuniões e decisões camarárias.
  • Cenário de atos protocolares de grande relevância.

Sala de Sessões Privadas

  • Teto com composições de Pierre Bordes, Eugénio Cotrim e Procópio Ribeiro.
  • Alegoria central de José Rodrigues dedicada a Lisboa.
  • Quadros de Domingos Sequeira.
  • Mobiliário em carvalho com brasão da cidade (conceção de José Luís Monteiro).

Sala da República (ou Sala Dourada)

  • Retratos de Miguel Bombarda, Manuel de Arriaga e Cândido dos Reis.
  • Pinturas de Columbano, Malhoa e Procópio Ribeiro.
  • Riqueza decorativa com medalhões e consolas douradas.

Escadaria e Cúpula

  • Escadaria imperial em mármore (lanço central e bifurcação).
  • Cúpula com pinturas de Pereira Cão (trompe-l’oeil) e alegorias de Columbano.
  • Lanternim em ferro e vidro de António João Burnay.

Sala do Arquivo

  • Cobertura em abóboda de aresta cruzada.
  • Estantes e mobiliário desenhados por José Luís Monteiro.
  • Elementos decorativos discretos, centrados no brasão da cidade.

Tímpano

  • Escultura de Anatole Calmels (1880).
  • Representa o Amor da Pátria, a Liberdade, a Ciência, a Navegação, o Comércio e a Indústria.