Água

Observatório de Lisboa – Água disponibiliza dados sobre os principais fluxos de água na cidade, desagregando-se, sempre que possível, os consumos por tipo de utilizador e tipo de utilização. O sistema, produzido pela Lisboa E-Nova, permite fazer a caracterização do concelho de Lisboa e dos sistemas de abastecimento de água, recolha e tratamento de águas residuais.

O Plano Estratégico de Reutilização de Água de Lisboa vai permitir que até 2025 o município poupe 3 milhões de m3 de água potável (cerca de 75% do consumo atual) e que os grandes consumidores da cidade poupem até 6 milhões de m3.

O plano implica a criação de uma rede de água para reutilização, a Água+, saída das 3 ETAR’s de Lisboa, com 55km de extensão. A 1.ª fase, a implementar na totalidade até 2020, está já em funcionamento em Alcântara, Frente Ribeirinha e Parque das Nações.

Esta água não é potável, mas é segura para a rega, lavagem de ruas, criação de lagos ou nos sistemas de refrigeração de indústrias.

Lisboa obteve em março de 2022, pela Agência Portuguesa do Ambiente, a licença para reutilização de água para rega do Parque das Nações - Zona Norte, produzida pela Fábrica de Água de Beirolas (mais informação).

 

A EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, é a empresa responsável pela produção, tratamento e abastecimento de água à cidade de Lisboa. Depois de consumida, é conduzida através de esgotos até às Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), de Chelas e Alcântara (Lisboa), e de Beirolas (Loures).

Saiba mais

A frente ribeirinha do Parque das Nações é objeto de monitorização ambiental desde 1996.

Em 2010, a Câmara Municipal de Lisboa assumiu este encargo, alargando o estudo a toda a frente ribeirinha de Lisboa. Em 2017, o Laboratório Municipal de Bromatologia e Águas avaliou a qualidade das águas de descarga na frente ribeirinha (coletores pluviais), das águas ornamentais (vulcões, cascata e fonte) e das águas subterrâneas (piezómetros e furos de rega).

Na sequência das conclusões, foram tomadas medidas urgentes para restabelecimento da normalidade, nomeadamente limpeza e manutenção dos níveis adequados de desinfetante residual nas águas da rede de esgotos. A realização de contra-análises, e novas análises laboratoriais (ensaios quantitativos realizados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge) apresentou resultados negativos para a presença de legionella.

Projeto B-WaterSmart

Lisboa é uma das 6 cidades e regiões costeiras Europeias parceiras do projeto H2020 B-WaterSmart. Com 36 parceiros e um orçamento de 17 milhões de euros, o B-WaterSmart pretende acelerar a transformação das economias e sociedades da Europa costeira para uma gestão inteligente da água, com novos modelos de mercado, promoção da circularidade e soluções de gestão de dados para múltiplos setores e utilizadores.

Mais informação sobre este projeto cofinanciado