Corredor Verde Ribeirinho

O corredor ribeirinho constitui uma notável interface fluvial-estuarina, com uma enorme importância ecológica e uma área sensível do ponto de vista dos riscos de cheias.

Fortemente artificializada ao longo de séculos, tem sido possível abrir o rio à cidade através de um conjunto de requalificações. A estrutura verde assume um caráter descontínuo em vários pontos onde, para além da artificialização das margens, as atividades portuárias adquirem preponderância.

Desde a requalificação resultante da Expo 98 que se assiste a um movimento de retorno ao Tejo e à fruição das suas margens, nomeadamente no Parque das Nações, Largo José Saramago, Terreiro do Paço e Ribeira das Naus. Para além da ligação ciclável entre o Cais do Sodré e a Torre de Belém, foram abertas ao público diversas áreas ribeirinhas e foi abolido o estacionamento automóvel em frente ao rio, entre as Docas de Santo Amaro e a Torre de Belém, e criados corredores arborizados. O troço Torre de Belém/Algés recebeu a Fundação Champalimaud com novos jardins e espaços públicos, paralelamente às demolições na zona da Docapesca, em Pedrouços. A ligação ciclável entre Santa Apolónia e o Parque das Nações permitiu a circulação entre áreas anteriormente isoladas por uma frente portuária contínua. Recentemente abriu a 1.ª fase do Parque Ribeirinho Oriente, em Marvila, importante rótula de ligação com o Corredor Verde Oriental.

O corredor ribeirinho teve um impulso em 2017 com a ligação à frente ribeirinha do Concelho de Loures, através da articulação entre os dois municípios para a criação de uma ponte ciclo pedonal sobre o Rio Trancão e a adaptação das margens com percursos de fruição e lazer. Esta ligação, a par da qualificação dos passadiços ribeirinhos ao longo da margem do Aterro Sanitário de Beirolas, permitirão uma valorização desta importante margem.

Corredor Verde Ribeirinho

Corredor Verde Ribeirinho Centro

Corredor Verde Ribeirinho Este

Corredor Verde Ribeirinho Oriental

Corredor Verde Ribeirinho Oeste