Corredor Verde Ocidental do Rio Seco

Estende-se entre o Parque Florestal de Monsanto, no Alto da Ajuda, e a Rua Eduardo Bairrada, na Ajuda.

Abrange, ainda, espaços descontínuos na envolvente, como o Jardim das Damas e o Jardim Botânico da Ajuda. Dividido numa área norte e uma área sul, é composto por extensas áreas verdes, caminhos, zonas de merendas e um pequeno picadeiro, além de um parque hortícola.

Os Parques Urbanos do Rio Seco I, II, III e IV, configurando no total cerca de 2,7 hectares, constituem uma área que foi sendo construída faseadamente:

  • a sul, com a reabilitação de um polidesportivo, criação de áreas de estadia e de um miradouro, colocação iluminação pública, instalação de um parque infantil e de um parque hortícola, valorização e limpeza da escarpa, e plantação de árvores e arbustos;
  • a norte, com a qualificação da estrutura verde e espaço público do Bairro 2 de Maio, numa área de cerca de 42 m2: requalificação dos pavimentos, implementação de uma estrutura verde arbórea promovendo a sua inter-relação com toda a estrutura do futuro parque no vale, novo mobiliário urbano e iluminação pública.

No Parque Urbano, mais a norte, foi feita a limpeza do vale e a recuperação da ribeira, plantação de árvores e arbustos, rede de caminhos e uma “aldeia columbófila”.

No total foram plantadas cerca de mil árvores e cinco mil arbustos.

A Bacia de Retenção do Alto da Ajuda

Solução natural de controlo na origem, enquadra-se nos objetivos do Plano Geral de Drenagem de Lisboa 2016-2030 que pretende responder ao desafio de mitigação das cheias urbanas. É uma bacia versátil, com gestão à superfície do controlo de caudais, rematando o corredor verde do Rio Seco já numa área do Parque Florestal de Monsanto.

A solução consiste na modelação do terreno atual, promovendo a capacidade de retenção em duas bacias (principal e secundária) com um muro de retenção. O controlo de caudal descarregado na bacia de retenção principal é feito através da adaptação de uma câmara de visita existente, com a construção de uma parede descarregadora dotada de um orifício. A intervenção qualifica uma área da orla do Parque Florestal de Monsanto, reforça um espaço de contemplação do rio com a alternância entre zonas de estadia e recreio ativo.

A drenagem de todos os percursos é conduzida através de soluções naturais para retenção e infiltração in situ. O anfiteatro, junto ao plano de água, constitui um espaço de excelência para o encontro, tirando partido da exposição solar. Foi reforçado o coberto herbáceo e subarbustivo com prados adaptados de sequeiro, promovendo-se desta forma a estabilização do solo e a promoção da biodiversidade. O plano de água, temporário, quando com água, permitirá a criação de habitat para outras espécies, contribuindo para os objetivos do Plano de Ação para a Biodiversidade e do Parque Florestal de Monsanto.


Tapada da Ajuda
A Tapada da Ajuda é um dos mais bonitos e frondosos parques botânicos de Lisboa. Possui diversos espaços verdes e infraestruturas abertas ao público, incluindo uma reserva botânica reconhecida internacionalmente pela sua floresta única de zambujeiros. Este espaço, atualmente gerido pelo Instituto Superior de Agronomia, aí instalado, é pontuado por alguns dos melhores exemplos de arquitetura civil da segunda metade do séc. XIX, nomeadamente o Pavilhão de Exposições e o Observatório Astronómico de Lisboa. A Tapada da Ajuda (conjunto intramuros) encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público.

A Câmara Municipal de Lisboa celebrou um protocolo de colaboração com o Instituto Superior de Agronomia para financiar a recuperação de um conjunto de percursos de ligação interior na Tapada da Ajuda que, ainda em 2020, permitirão fazer parte da oferta cultural e natural do Parque Florestal de Monsanto.