Corredor Verde Ocidental do Rio Seco

Estende-se entre o Parque Florestal de Monsanto, no Alto da Ajuda, e a Rua Eduardo Bairrada. É composto por extensas áreas verdes, caminhos, zonas de merendas e um pequeno picadeiro, além de um parque hortícola.

Com cerca de 2,7 hectares, a área sul foi recuperada faseadamente: reabilitação de um polidesportivo, implementação de áreas de estadia, valorização da escarpa e a plantação de árvores e arbustos; posteriormente, a limpeza da escarpa, a consolidação dos fornos da cal, iluminação pública, instalação de um parque infantil e plantação de mais árvores e arbustos. A terceira fase, concluída em 2012, contempla a implementação de um miradouro, estacionamento, reformulação de um arruamento e a instalação de um parque hortícola.

Também construída em três fases, a área norte inclui o Bairro 2 de Maio, RIOSECO IV vale, e RIO SECOIV planalto. Incluiu a qualificação da estrutura verde e espaço público do Bairro 2 de Maio, numa área de cerca de 42 mil metros quadrados: Requalificação dos pavimentos; implementação de uma estrutura verde arbórea, promovendo a sua inter-relação com toda a estrutura do futuro parque no vale; novo mobiliário urbano e iluminação pública.

Já o Parque Urbano foi dividido em duas fases: a primeira, que incluiu a limpeza do vale e a reconstrução da ribeira, plantação de árvores e arbustos, rede de caminhos e uma “aldeia columbófila”; a segunda, a do planalto, incluiu a construção de cavalariças para albergar todos os animais em estábulos privados precários.

No total foram plantadas cerca de mil árvores e cinco mil arbustos.


A Bacia de Retenção do Alto da Ajuda

Enquadra-se nos objetivos do Plano Geral de Drenagem de Lisboa 2016-2030, que pretende responder ao desafio de controlo das cheias urbanas. É uma bacia versátil, com gestão à superfície do controlo de caudais, permitindo assim a criação de um parque urbano, rematando o corredor verde do Rio Seco já numa área do Parque Florestal de Monsanto.

A solução consiste na modelação do terreno atual, promovendo a capacidade de retenção em duas bacias (principal e secundária) com um muro de retenção. O controlo de caudal descarregado na bacia de retenção principal é feito através da adaptação de uma câmara de visita existente, com a construção de uma parede descarregadora dotada de um orifício. A intervenção irá qualificar uma área da orla do Parque Florestal de Monsanto, que reforçará um espaço de contemplação do rio, com a alternância entre zonas de estadia e recreio ativo.

A drenagem de todos os percursos será conduzida através de soluções naturais para retenção e infiltração in situ. O fator de orla será mantido como uma mais-valia para o recreio, garantindo-se o reforço pontual da arborização mas sempre sem comprometer o sistema de vistas e a abertura entre o rio e o interior da mata. O anfiteatro, junto ao plano de água, será um espaço de excelência para o encontro, tirando partido da exposição solar, um enquadramento natural de um campus universitário. Será ainda reforçado o coberto herbáceo e subarbustivo com prados adaptados de sequeiro, promovendo-se desta forma a estabilização do solo e a promoção da biodiversidade florística e faunística. O plano de água, temporário, permitirá a criação de habitat para outras espécies, contribuindo para os objetivos do Plano de Biodiversidade e do Parque Florestal de Monsanto.