Corredor Verde do Vale de Alcântara

Representa uma importante estrutura do sistema hídrico da cidade, e um potencial eixo verde muito relevante, ligando a área planáltica da cidade e a frente ribeirinha, na zona de Alcântara.

A atual rede rodoviária e ferroviária do local, inviabilizam a ligação pedonal ou ciclável. O atual corredor, em projeto, poderá ser integralmente percorrido a pé ou de bicicleta, sem recurso a veículos motorizados.

Articula objetivos de importância ecológica, relacionados com a regularização do sistema hídrico, a recuperação e aumento do coberto vegetal, a continuidade ecológica com o Parque Florestal de Monsanto, e a utilização de água reciclada. A intervenção abrange cerca de 13 hectares, ao longo de mais de 3 km, harmonizando: corredores ciclo-pedonais | novos espaços verdes | mais e melhor iluminação | utilização de água reciclada para rega | equipamento urbano | mais de 700 novas árvores.

Repartida em quatro grandes segmentos, a intervenção incidirá sobre:

Partindo do “Corredor Verde Monsanto - Parque Eduardo VII”, nasce, no Parque Urbano da Quinta do Zé Pinto, o novo Vale de Alcântara, assente na sucessão de novos espaços verdes, na direção do Bairro da Liberdade e do Aqueduto das Águas Livres.

Um novo viaduto ciclo-pedonal facilitará o acesso da Estação de Campolide ao novo Parque Urbano da Quinta da Bela-Flor, ativando-se assim uma área vital da cidade. Será, finalmente, possível caminhar entre os Arcos do Aqueduto das Águas Livres e contemplar o Parque Florestal de Monsanto, mesmo em frente.

O projeto prevê um parque urbano na Quinta da Bela Flor, com cerca de 5 hectares, que combinará lazer e produção hortícola. Uma nova passagem sob a linha férrea assegura a continuidade do percurso ciclo-pedonal rumo ao Tejo.

Mantendo a importância da Avenida de Ceuta como uma das principais vias de circulação automóvel da cidade, a intervenção garantirá o aumento da segurança rodoviária e da qualidade das acessibilidades, através da criação de uma faixa dedicada aos transportes públicos, e de mais e melhores pontos de atravessamento e acesso às áreas habitacionais.

A água é um dos aspetos-chave de toda a intervenção. A moderna ETAR de Alcântara, o maior edifício da europa em cobertura verde, permitirá a reutilização da água que percorre o vale através do respetivo Caneiro, sobretudo para a rega de espaços verdes, por meio de uma rede que irá alargar-se a outros pontos da cidade.