Qual o objetivo

Qualificação do espaço público da praça e zonas envolventes, em conformidade com as necessidades demonstradas pela população, no âmbito do processo de Participação Pública

Estas necessidades são coroadas pelo desejo de um espaço verde que garanta uma "coabitação" multicultural. Pretende-se criar um espaço verde público "habitado" durante todo o ano. Um Jardim do Mundo que proporcione um chão comum a todas as culturas, tal como hoje acontece, e que responda às necessidades de estadia, lúdicas e de encontro da população.

Termos de Referência

O Programa de Intervenção foi aprovado através da proposta nº27/2021 em reunião de câmara de 13 de maio de 2021.

Anexo I.I - Programa de intervenção - julho 2022

Anexo I.II - Caraterização - julho 2022

Objetivos estratégicos

  • Um espaço verde público "habitado";
  • Um lugar aberto e sem barreiras;
  • Um espaço de proximidade e de utilização livre e versátil;
  • Uma área fundamental na ligação entre o Corredor Verde Central e o Corredor Verde de Monsanto.
  • Promover o encontro entre todos os cidadãos de todas as idades;
  • Ser um chão comum a todas as culturas;
  • Ser um lugar que permita a coexistência de várias formas de habitar o espaço e das várias celebrações;
  • Reforçar as relações de vizinhança.
  • Privilegiar a circulação pedonal segura e clara garantindo a acessibilidade universal;
  • Contribuir para reduzir o ruido e melhorar a qualidade do ar;
  • Proporcionar ambientes diversos, com espaços flexíveis e adaptáveis a vários usos;
  • Proporcionar o conforto e amenidade no espaço público.
  • Promover a diminuição dos efeitos da onda de calor através da amenização dos espaços;
  • Criação de zonas extensas de sombra;
  • Criação de zonas de água para estimular a circulação de ar e a redução da temperatura.

Orientações programáticas

  • Promover as ligações aos corredores verdes Central e de Monsanto através da arborização dos eixos que ligam à praça da Figueira, Rossio e Rua da Palma;
  • Promover um corredor ecológico entre o futuro jardim do Martim Moniz e o castelo de São Jorge e jardim da Graça;
  • Promover a utilização de espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas bem adaptadas à região de Lisboa, com predomínio de espécies autóctones de folha caducifólia;
  • Promover a regeneração ecológica do lugar, o acréscimo de brisa, a diminuição da onda de calor, o aumento da biodiversidade;
  • Promover o aumento das áreas verdes existentes e aumento das áreas permeáveis;
  • Criar áreas de relvados/prados que permitam a estadia dos utentes do espaço e a sua utilização informal;
  • Prever zonas de água que promovam o arrefecimento e amenização do ambiente.
  • Criar ligações pedonais claras e confortáveis;
  • Privilegiar o eixo pedonal estruturante entre a Torre da Pêla e a Escadaria da Srª da Saúde;
  • Uma rótula que articula os percursos pedonais entre as colinas do Castelo e de Santana e todas as ligações com as áreas limítrofes.

  • Promover a melhoria das condições de segurança e conforto para a circulação pedonal e ciclável;
  • Garantir a confluência e distribuição do trânsito dos vários arruamentos;
  • Garantir uma geometria da rede viária e pedonal que estabeleça a adequada relação funcional com a envolvente urbana, nomeadamente ao nível das redes pedonal, ciclável e viária;
  • Prever acalmia de tráfego nos eixos viários poente e sul da placa central;
  • Garantir a circulação ciclável de forma segura e assegurar a ligação Norte/Sul;
  • Garantir todas as funções relacionadas com a acessibilidade local, em especial para as operações logísticas (cargas e descargas) e o estacionamento ou paragens privativos, atualmente existentes.
  • Melhorar a fluidez da circulação do transporte público, evitando o conflito com zonas de cargas/descargas, cruzamentos rodoviários e atravessamentos pedonais;
  • Manutenção das interligações entre os diversos modos de transporte coletivo (metropolitano /autocarros/elétricos/táxis);
  • Otimizar as zonas de paragens de transportes públicos, cargas e descargas e tomada e largada de passageiros;
  • Garantir os atuais percursos dos transportes públicos (rede de autocarros e rede de elétricos), vias segregadas BUS, paragens, terminais e respetivo equipamento de apoio (abrigos; sinalização viária; painéis SAEIP);
  • Criação de um ou dois equipamentos de apoio;
  • Criação de um espaço lúdico para crianças de idades entre os 3 e os 12 anos;
  • Zona de picnic;
  • Instalação sanitária independente;
  • Instalação de Equipamentos de fitness ao ar livre, ou equipamentos para a realização de atividades desportivas.
  • Enunciar a memória da Muralha Fernandina para que se possa identificar o seu antigo perfil;
  • Integração e valorização paisagística do Centro Comercial da Mouraria, do edifício de escritórios (EPUL 1975) e do Hotel Mundial no espaço publico;
  • Valorização da Capela de Nª Srª da Saúde e promoção da ligação pedonal entre a Praça do Martim Moniz.
  • Valorizar o eixo visual entre a área de intervenção e a Rua da Palma;
  • Privilegiar o eixo visual entre a Torre da Péla e as Escadinhas da Saúde;
  • Deve valorizar as vistas para a Colina do Castelo e para a Srª do Monte​, preferencialmente a partir da zona poente da área de intervenção.

As metas relacionadas, municipais e europeias, para toda a cidade

É preciso pensar todo eixo ao nível do trânsito, dos passeios, do arvoredo, do ruído e da qualidade do ar, da higiene urbana, da iluminação pública, do mobiliário urbano e dos pavimentos.