COVID-19 Medidas e Informações

detalhe

Velo-city – A inovação da mobilidade urbana


O maior evento mundial dedicado à mobilidade em bicicleta – o Velo-city 2021 – continua a encher a Feira Internacional de Lisboa, Parque das Nações, com os maiores especialistas da área e os mais diversos tópicos.

Mobilidade como Serviço (MaaS), veículos automatizados, tecnologias de emissão zero e mobilidade aérea urbana, são algumas das coisas que nos surgem quando ouvimos falar das últimas inovações em mobilidade urbana. Toda esta tecnologia leva-nos diretamente para um futuro onde a mobilidade urbana e conectada de alta tecnologia parece ser algo corrente. Com esta ideia em mente está lançado o repto para um debate que junta Isabelle Vandoorne, chefe de unidade adjunta, DG MOVE, Comissão Europeia, Kevin Mayne, diretor-executivo Cycling Industries Europe, Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, e Wolfgang Backhaus, Chefe da Equipa de Mobilidade Coletiva e Inteligente na Rupprecht Consult, neste terceiro dia de evento. A moderação está a cargo de Karen Vancluysen.

Estratégia ITS para Bicicletas

Antes de se dar início ao debate, Kevin Mayne, começa por fazer um enquadramento relativamente à estratégia de Sistemas Inteligente de Transportes, ITS na sua sigla em inglês, para bicicletas.

Bicicletas em qualquer lugar e qualquer parte

  • Multi-modalidade;
  • Mobilidade como um serviço (MaaS);
  • Bicicletas partilhadas.

Bicicleta Inteligente, condutor inteligente

  • Planeamento de rotas, gestão de tráfico, controlo de sinais;
  • Bloqueios e parqueamentos, bloqueio inteligente/ prevenção de roubos;
  • Ferramentas de relatórios, exemplo: defeitos de estradas.

Conectado e automatizado

  • ITS colaborativo (C-ITS);
  • Mobilidade colaborativa, conectada e automatizada (CCAM);
  • Veículo para veículo, para bicicleta, para infraestrutura (V2V, V2C, V2I).

O futuro

“A inovação não é apenas tecnológica, pode ser, também, inovador a forma como fazemos as políticas”, começa por dizer Karen Vanclusven, introduzindo assim o mote para o início do debate.

“Vamos pensar no 2030, acho que temos muito que fazer e é aí que temos de nos focar”, diz-nos Miguel Gaspar quando questionado acerca do que será o futuro, mostrando, mais uma vez, que “urgência” é a palavra mais acertada quando pensamos em ambiente e nos seus sinónimos.

Esse foco, de acordo com o vereador da mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa passa por reduzir as emissões, tirar as pessoas do carro e “isto é através dos transportes”. Para isso “temos de ter um sistema maciço funcional” e “temos de pensar na cidade e na indústria, temos de pensar juntos”.

Na mesma linha de pensamento encontra-se Isabelle Vanoorne e Wolfgang Backhaus “primeiro temos de acelerar a transição para 2030. A mobilidade tem uma grande importância nisso e os transportes públicos são a espinha dorsal”, diz-nos a chefe de unidade adjunta da DG MOVE, com o chefe da equipa de mobilidade a concordar que “o transporte público é a espinha dorsal” e acrescentando que temos de mudar a maneira como nos vamos…

O maior evento mundial dedicado à mobilidade em bicicleta – o Velo-city 2021 – continua a encher a Feira Internacional de Lisboa, Parque das Nações, com os maiores especialistas da área e os mais diversos tópicos.

Mobilidade como Serviço (MaaS), veículos automatizados, tecnologias de emissão zero e mobilidade aérea urbana, são algumas das coisas que nos surgem quando ouvimos falar das últimas inovações em mobilidade urbana. Toda esta tecnologia leva-nos diretamente para um futuro onde a mobilidade urbana e conectada de alta tecnologia parece ser algo corrente. Com esta ideia em mente está lançado o repto para um debate que junta Isabelle Vandoorne, chefe de unidade adjunta, DG MOVE, Comissão Europeia, Kevin Mayne, diretor-executivo Cycling Industries Europe, Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, e Wolfgang Backhaus, Chefe da Equipa de Mobilidade Coletiva e Inteligente na Rupprecht Consult, neste terceiro dia de evento. A moderação está a cargo de Karen Vancluysen.

Estratégia ITS para Bicicletas

Antes de se dar início ao debate, Kevin Mayne, começa por fazer um enquadramento relativamente à estratégia de Sistemas Inteligente de Transportes, ITS na sua sigla em inglês, para bicicletas.

Bicicletas em qualquer lugar e qualquer parte

  • Multi-modalidade;
  • Mobilidade como um serviço (MaaS);
  • Bicicletas partilhadas.

Bicicleta Inteligente, condutor inteligente

  • Planeamento de rotas, gestão de tráfico, controlo de sinais;
  • Bloqueios e parqueamentos, bloqueio inteligente/ prevenção de roubos;
  • Ferramentas de relatórios, exemplo: defeitos de estradas.

Conectado e automatizado

  • ITS colaborativo (C-ITS);
  • Mobilidade colaborativa, conectada e automatizada (CCAM);
  • Veículo para veículo, para bicicleta, para infraestrutura (V2V, V2C, V2I).

O futuro

“A inovação não é apenas tecnológica, pode ser, também, inovador a forma como fazemos as políticas”, começa por dizer Karen Vanclusven, introduzindo assim o mote para o início do debate.

“Vamos pensar no 2030, acho que temos muito que fazer e é aí que temos de nos focar”, diz-nos Miguel Gaspar quando questionado acerca do que será o futuro, mostrando, mais uma vez, que “urgência” é a palavra mais acertada quando pensamos em ambiente e nos seus sinónimos.

Esse foco, de acordo com o vereador da mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa passa por reduzir as emissões, tirar as pessoas do carro e “isto é através dos transportes”. Para isso “temos de ter um sistema maciço funcional” e “temos de pensar na cidade e na indústria, temos de pensar juntos”.

Na mesma linha de pensamento encontra-se Isabelle Vanoorne e Wolfgang Backhaus “primeiro temos de acelerar a transição para 2030. A mobilidade tem uma grande importância nisso e os transportes públicos são a espinha dorsal”, diz-nos a chefe de unidade adjunta da DG MOVE, com o chefe da equipa de mobilidade a concordar que “o transporte público é a espinha dorsal” e acrescentando que temos de mudar a maneira como nos vamos deslocar, pois a distância entre as deslocações não vai sofrer alterações.

O futuro está a bater-nos à porta, drones, robots irão, brevemente, ser uma realidade cada vez mais presente na nossa vida. Miguel Gaspar acredita que existe um lugar para os drones o os robots na cidade, basta olhar para a Amazon, o que não acredita é que estes sejam o ideal para a mobilidade maciça.

Mobilidade esta que “tem de se ligar à logística. Quando falamos da cidade temos de falar sempre da logística”.

Há futuro para a automatização?

Regulamentação é uma das palavras-chave quando se fala de veículos automatizados, quem o diz é Wolfgang Backhaus “eu penso que os veículos automáticos terão o seu lugar na mobilidade. Haverá veículos partilhados que terão de ser regulamentados conforme a taxa de ocupação. Haverá sempre invenções, inovações, temos é de organizar estas coisas”.

“Estamos a falar de carros automáticos como se fossem os Jetsons [referência a uma série dos anos 60 em que as personagens viviam num futuro automatizado], mas há diferentes níveis de automatização. Pode ser Cross Control, por exemplo”, intervém o vereador da Mobilidade., questionando ainda “porquê que não falamos nas pequenas partes da autonomia que terão impacto na cidade?”.

Wolfang acredita que os veículos partilhados irão permitir criar espaços na cidade. “A visão zero foi acionada, se funcionar vamos ver os números a descer – de feridos, mortos”.

No entanto há que ter em conta todas as variantes da equação, isto é, temos de pensar em como iremos fazer as coisas, Kevin Mayne dá o exemplo de uma cidade holandesa eu que existem luzes que se acendem com a passagem de ciclistas, mas que, em certas situações, onde exista um fluxo maior de carros, pode causar mais confusão.

Micromobilidade e soluções

O vereador da mobilidade utiliza o sistema Gira como exemplo de resolução de problemas de micromobilidade. Um sistema que “custa 25 euros por ano, 2 euros por mês, é assim que se resolve a questão”, diz-nos.

O crescimento da micromobilidade passou por dois momentos “primeiro vimos o crescer da micromobilidade com startups, etc, que puseram o sistema na cidade de forma muito agressiva. O que quero dizer é que este capital agressivo não é a solução” e um segundo momento em que disseram que tinham os carros, as bicicletas partilhadas, mas veio a crise da COVID-19 e a pressão para a redução de emissões, o que levou a uma descapitalização do setor, refere o vereador, acrescentando que “no futuro temos de pegar nos operadores de micromobilidade e regulamentar como os transportes públicos”.

Isabelle Vanoorne finaliza dizendo que “temos de dar a informação ao utente da aplicação dos dados, temos de o informar, com essa informação ele poderá fazer a escolha certa”.

 

ler mais
ler menos