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Biblioteca do Ambiente

 

 

A intervenção de conservação e restauro – com o parecer favorável da Direção-Geral do Património Cultural – prevê a desmontagem de toda a estrutura de madeira da antiga Escola Froebel / Creche do Jardim da Estrela, com o reaproveitamento das peças saudáveis, e a reformulação integral das fundações.

Visa conservar e restaurar o maior número possível de peças originais, assim como reabilitar as fundações de um equipamento do fim do século XIX, muito degradado devido à humidade e infestação das madeiras por térmitas. A reconstrução da arquitetura obedecerá, e respeitará, a concecão original do edifício, tanto nos materiais como no seu interior e nas fachadas.

Depois das obras de restauro, o novo equipamento ficará sob a gestão da Câmara Municipal de Lisboa, e vai acolher uma biblioteca municipal vocacionada para a divulgação da temática da conservação da natureza e da biodiversidade.

A obra está orçamentada em cerca de 1 152 000 €, com um prazo de execução de 8 meses, de fevereiro a outubro de 2021.

 


Localização

Interior do Jardim Guerra Junqueiro (Jardim da Estrela), próximo do portão com acesso pelas ruas de São Jorge e da Estrela.

Incluído na Zona Especial de Proteção da Basílica da Estrela.


    Relatórios de Acompanhamento da Obra

    Relatório de Março

    De 1 a 5

    • Início dos trabalhos de movimentação de terras, com acompanhamento arqueológico
    • Aplicação das “medidas preventivas”, relativamente à proteção dos sistemas radiculares do arvoredo, com acompanhamento dos técnicos municipais responsáveis pelo Jardim da Estrela

    De 6 a 12

    • Primeira fase de abertura dos caboucos das fundações, executada a camada de betão de limpeza e efetuadas a marcação da estrutura e parte das cofragens
    • Início da produção (em oficina de carpintaria) de algumas peças de madeira, nomeadamente as que constituem os perfis dos vãos das janelas.

    De 22 a 26

    • Conclusão dos trabalhos de desmontagem do edifício

    Foi possível resgatar cerca de 80% da cobertura (sujeita a reavaliação) e o pórtico triangular da entrada principal (sujeito a reavaliação).

    Está confirmada a inviabilidade de recuperação da peça central da estrutura do telhado da nave octogonal (pendural resgatado no desmonte), que o projeto previa deixar “à vista" na nova solução de cobertura. É necessário reproduzir uma peça semelhante, que garanta a sua substituição em obra e que responda aos requisitos do projeto.

    • Durante a execução das fundações, foram descobertas algumas estruturas que poderão evidenciar interesse arqueológico
    • Foram suspensas as movimentações de terras e informada a Direção-Geral do Património Cultural
    • Começou a produção de algumas peças, nomeadamente o aplainamento mecânico de todos os pilares da estrutura, que estão assim prontos para a fase seguinte (biselamento e entalhamento)

    Relatório de Abril

    De 12 a 16

    • Conclusão dos trabalhos de construção do embasamento das paredes exteriores, montagem dos plintos metálicos para receção dos pilares de madeira, e impermeabilização.
    • As condições meteorológicas não permitiram o início dos trabalhos de construção do piso térreo. Estes trabalhos arrancarão na data prevista - 23 de abril.
    • Na carpintaria, foram executados os trabalhos de preparação dos pilares interiores e exteriores do edifício.

    De 19 a 23

    • Trabalhos de construção do piso térreo, com a aplicação da manta geotêxtil, colocação do enrocamento e do aglomerado negro de cortiça.
    • Os trabalhos foram antecipados, em cerca de dois dias, relativamente à data prevista.
    • Na carpintaria, prosseguiram os trabalhos de preparação dos pilares interiores e exteriores do edifício, que seguirão para a obra, depois do tratamento em autoclave.

    Relatório de Maio

    De dia 3 a 7

    • Início dos trabalhos de assentamento da estrutura de madeira, procedendo-se à colocação dos pilares nas suas respetivas posições e concluída a correção da posição de alguns plintos metálicos, que sofreram ligeiros deslocamentos com a operação de betonagem.
    • Foram identificados três pilares que não apresentavam as condições adequadas para serem admitidos em obra, pelo que serão substituídos.
    • Os trabalhos prosseguirão com a aberturas de caixas para execução da rede de saneamento de águas residuais e pluviais.

    De dia 10 a 14

    • Assentamento da estrutura de madeira, com a colocação dos pilares e travamento com os vigamentos horizontais; estes trabalhos deverão estar concluídos antes da data prevista no plano de trabalhos, a 5 de junho.
    • Regista-se um atraso no início da construção das paredes exteriores e divisórias interiores e de trabalhos como a impermeabilização, colocação de peças de cantaria, caixilharias dos vãos e instalações e equipamentos elétricos.
    • A execução das redes de drenagem de águas pluviais e domésticas, verifica, também, um ligeiro atraso.

    De dia 15 a 21

    • Continuação dos trabalhos de assentamento da estrutura de madeira.
    • Execução do esquema de drenagem periférica em todo o perímetro da base do edifício.

    De dia 24 a 28

    • Continuação dos trabalhos de assentamento da estrutura de madeira.
    • Início de construção da rede de drenagem das águas pluviais, com a abertura de valas e assentamentos das primeiras caixas. 

    Relatório de Junho

    De 31 de maio a 4 de junho

    • Conclusão dos trabalhos de assentamento da estrutura de madeira
    • Início dos trabalhos de produção da estrutura do telhado (asnas e outros elementos)
    • Continuação dos trabalhos de construção da rede de drenagem das águas pluviais e residuais

    De 7 a 11 de junho

    •  Continuação dos trabalhos de construção da rede de drenagem das águas pluviais e residuais

    De 14 a 18 de junho

    • Conclusão das redes de saneamento
    • Construção da estrutura de madeira do edifício, que permitiu já o arranque dos trabalhos de construção das paredes e divisórias externas e internas.

    De 21 a 25 de junho

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas e da estrutura dos telhados.

    Relatório de Julho

    De 28 de junho a 2 de julho

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas e da estrutura dos telhados.

    De 5 a 9 de julho

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas e da estrutura dos telhados.

    De 12 a 16 de julho

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas e da estrutura dos telhados.
    • Início do revestimento exterior de paredes.
    • Execução das caixilharias dos vãos.

    De 19 a 23 de julho

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas, paralelamente à construção das coberturas.
    • Trabalhos de revestimento exterior de paredes.
    • Início do assentamento das peças de cantaria, para revestimento do embasamento do edifício.

    Relatório de Agosto

    De 9 a 13 de agosto

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas, paralelamente à construção das coberturas.
    • Trabalhos de revestimento exterior de paredes.
    • Conclusão do assentamento das peças de cantaria, para revestimento do embasamento do edifício.

    De 16 a 20 de agosto

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas, paralelamente à construção das coberturas.
    • Trabalhos de revestimento exterior de paredes.
    • Início da construção da casa das máquinas.

    De 23 a 27 de agosto

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas, paralelamente à construção das coberturas.
    • Início dos trabalhos de forro interior das coberturas.
    • Trabalhos de revestimento exterior de paredes.

    Relatório de Setembro

    De 30 de agosto a 3 de setembro

    • Construção das paredes e divisórias externas e internas, paralelamente à construção das coberturas.
    • Trabalhos de revestimento exterior de paredes.
    • Início da reparação do muro envolvente, a tardoz da propriedade.

    De 6 a 10 de setembro

    • Construção das paredes e divisórias exteriores, ficando apenas a faltar cerca de 50% dos paramentos externos em “escama de peixe”.
    • Construção das coberturas, com assentamento de varas da estrutura de madeira, colocação do forro e fecho com painéis “sandwich”, bem como aos trabalhos de reparação do muro envolvente, a tardoz da propriedade.
    • Colocação dos aros e dos caixilhos das janelas e do assentamento do forro do telhado que tem acabamento à cor branca (material que já se encontra em obra, vindo de oficina de carpintaria).
    • Revestimento das coberturas com tela impermeabilizante “APP”

    Enquadramento Histórico

    A antiga Escola Froebel / Creche do Jardim da Estrela, foi construída no século XIX

    • 1880 - Nas comemorações do tricentenário de Camões, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) funda um jardim-de-infância que segue o modelo de educação infantil de Froebel (o Kindergarten).
    • 1882 - É inaugurado o Jardim-de-infância de Lisboa, desenhado por José Luís Monteiro, Arquiteto da CML. Início do funcionamento da escola, com capacidade para 200 crianças.
    • 1915 - Jardim-de-infância deixa de funcionar.
    • 1925 - É inaugurado o lactário n.º 3, aproveitando-se o pavilhão da antiga Escola Froebel.
    • 1956 - Edifício é encerrado para obras: redução das áreas envidraçadas e alterações na compartimentação interna.
    • 1957 - Reabre unicamente como creche.
    • 2002 - Mantém as valências e recebe 50 crianças, entre os três meses e os três anos.

    Mais informação na página do Património Cultural