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Morreu João Cutileiro, o artista que revolucionou a escultura nacional

A Câmara Municipal de Lisboa envia à família e amigos as mais sentidas condolências pela perda do artista que, ao longo do século XX, e até recentemente, revolucionou a escultura contemporânea em Portugal, rompendo com a estatuária oficial

Lago das Tágides - Parque das Nações

O "escultor dos mármores", como era conhecido no Alentejo, onde estabelecera o seu atelier, morreu dia 5 de janeiro – em Lisboa, onde nasceu – aos 83 anos.

João Cutileiro revisitou a identidade nacional, esculpindo no seu material de eleição – o mármore – as figuras históricas mais marcantes do imaginário nacional, e com elas povoando o espaço público das cidades portuguesas. Em Lisboa – com o célebre Monumento ao 25 de Abril, no Parque Eduardo VII – mas em muitas outras, como Lagos, onde, ainda durante a ditadura, a polémica obra dedicada ao Rei Dom Sebastião chocou o antigo regime.

A sua escultura figurativa, liberta e independente da iconografia e do classicismo vigente, surge marcada pela sua forte consciência política, que o seu percurso académico terá ajudado a tomar forma: começou por frequentar a Escola Nacional de Belas Artes, que não conclui, optando antes pela Slade School of Fine Art, em Londres. No regresso a Portugal, fixa-se em Évora, onde estabelece a sua casa-atelier, que acolheria importantes gerações de jovens artistas.

Entre as várias distinções que lhe foram atribuídas nas últimas décadas, destaca-se a medalha de Mérito Cultural, que recebeu em 2018. Na mesma cerimónia, doou o seu espólio ao Estado português.

O "escultor dos mármores", como era conhecido no Alentejo, onde estabelecera o seu atelier, morreu dia 5 de janeiro – em Lisboa, onde nasceu – aos 83 anos.

João Cutileiro revisitou a identidade nacional, esculpindo no seu material de eleição – o mármore – as figuras históricas mais marcantes do imaginário nacional, e com elas povoando o espaço público das cidades portuguesas. Em Lisboa – com o célebre Monumento ao 25 de Abril, no Parque Eduardo VII – mas em muitas outras, como Lagos, onde, ainda durante a ditadura, a polémica obra dedicada ao Rei Dom Sebastião chocou o antigo regime.

A sua escultura figurativa, liberta e independente da iconografia e do classicismo vigente, surge marcada pela sua forte consciência política, que o seu percurso académico terá ajudado a tomar forma: começou por frequentar a Escola Nacional de Belas Artes, que não conclui, optando antes pela Slade School of Fine Art, em Londres. No regresso a Portugal, fixa-se em Évora, onde estabelece a sua casa-atelier, que acolheria importantes gerações de jovens artistas.

Entre as várias distinções que lhe foram atribuídas nas últimas décadas, destaca-se a medalha de Mérito Cultural, que recebeu em 2018. Na mesma cerimónia, doou o seu espólio ao Estado português.

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