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Morreu Cruzeiro Seixas, o único sobrevivente de "Os Surrealistas"

Considerado o decano do Surrealismo português, Cruzeiro Seixas morreu este domingo, dia 8 de novembro. A Câmara Municipal de Lisboa lamenta a morte de Cruzeiro Seixas e dirige à família e amigos sentidas condolências


Cruzeiro Seixas deixou uma vasta obra que se estende pelos seus 99 anos de vida e por várias áreas da arte contemporânea portuguesa, da pintura ao desenho, da gravura à escultura, sem esquecer a poesia. O artista, que no próximo mês de dezembro celebraria os 100 anos de vida, era o único sobrevivente do grupo “Os Surrealistas”.

Nascido na Amadora a 3 de dezembro de 1920, Artur Manuel do Cruzeiro Seixas estudou na escola António Arroio, em Lisboa, onde integrou um grupo de alunos ao lado de nomes como Mário Cesariny, Pedro Oom e Júlio Pomar, entre outros, num meio onde já então se discutiam ferverosamente as diversas correntes estéticas que então floresciam na cena artística portuguesa.

Ainda jovem, viajou para África, onde viveu quase 15 anos, num continente que se tornaria uma das influências da sua obra. Ainda recentemente, Cruzeiro Seixas descrevia o Surrealismo como uma forma atual, ainda útil, e, sobretudo, “inteligente e sensível de o homem se encontrar a si próprio”.

Em 1999, a Fundação Cupertino de Miranda, em Famalicão, adquiriu o acervo artístico e documental de Cruzeiro Seixas: pintura, desenho e objetos de memória duchampiana, bem como os seus livros de apontamentos quotidianos e notas da sua obra, que, sendo menos conhecidos, constituem para muitos uma das facetas mais interessantes e originais da sua obra. Cruzeiro Seixas está também representado nas principais coleções nacionais. Em 2012, recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores. Já em junho deste ano, a  sua obra literária foi reunida em três volumes pela Porto Editora, e em outubro, foi distinguido com a Medalha de Mérito Cultural.   

Cruzeiro Seixas deixou uma vasta obra que se estende pelos seus 99 anos de vida e por várias áreas da arte contemporânea portuguesa, da pintura ao desenho, da gravura à escultura, sem esquecer a poesia. O artista, que no próximo mês de dezembro celebraria os 100 anos de vida, era o único sobrevivente do grupo “Os Surrealistas”.

Nascido na Amadora a 3 de dezembro de 1920, Artur Manuel do Cruzeiro Seixas estudou na escola António Arroio, em Lisboa, onde integrou um grupo de alunos ao lado de nomes como Mário Cesariny, Pedro Oom e Júlio Pomar, entre outros, num meio onde já então se discutiam ferverosamente as diversas correntes estéticas que então floresciam na cena artística portuguesa.

Ainda jovem, viajou para África, onde viveu quase 15 anos, num continente que se tornaria uma das influências da sua obra. Ainda recentemente, Cruzeiro Seixas descrevia o Surrealismo como uma forma atual, ainda útil, e, sobretudo, “inteligente e sensível de o homem se encontrar a si próprio”.

Em 1999, a Fundação Cupertino de Miranda, em Famalicão, adquiriu o acervo artístico e documental de Cruzeiro Seixas: pintura, desenho e objetos de memória duchampiana, bem como os seus livros de apontamentos quotidianos e notas da sua obra, que, sendo menos conhecidos, constituem para muitos uma das facetas mais interessantes e originais da sua obra. Cruzeiro Seixas está também representado nas principais coleções nacionais. Em 2012, recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores. Já em junho deste ano, a  sua obra literária foi reunida em três volumes pela Porto Editora, e em outubro, foi distinguido com a Medalha de Mérito Cultural.   

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